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Sábado, 18 de Dezembro de 2010

HIPERPLASIA BENIGNA DA PRÓSTATA

 

A próstata é uma glândula exócrina que pertence ao sistema reprodutor masculino e produz o líquido prostático, que juntamente com os fluidos das vesículas seminais e os espermatozóides, constituem o sémen. Tem uma capacidade de cerca de 20ml no adulto jovem e a forma de uma castanha, localizando-se abaixo da bexiga e envolvendo a uretra (que é o canal excretor da urina).

Depois dos 40 anos, a próstata sofre um aumento de volume devido à estimulação hormonal pela testosterona que causa uma multiplicação das células, com o consequente aumento do estroma deste órgão. O aumento do tamanho da próstata denomina-se hiperplasia/hipertrofia benigna da próstata (HBP).

 

É uma das patologias mais frequentes em homens a partir dos 50 anos e a sua prevalência aumenta com a idade. É a 2ª maior indicação de cirurgia nesta população.

 

As principais manifestações clínicas resultam da obstrução do tracto urinário pelo crescimento da próstata e são:

 

Sintomas Obstrutivos:

- dificuldade em iniciar a micção / necessidade de fazer força para urinar -

- jacto urinário fraco

- micções prolongadas e intermitentes

- gotejamento terminal

- sensação de esvaziamento incompleto (retenção urinária crónica), pode evoluir para uma bexiga hiperreactiva devido aos esforços constantes para eliminar o volume de urina residual

 

Sintomas Irritativos:

- aumento da frequência urinária

- noctúria (aumento da frequência urinária durante a noite)

- urgência urinária

- incontinência urinária (causada pela urgência em urinar)


As possíveis complicações da HBP são:

 

- retenção urinária aguda (o doente deixa subitamente de conseguir urinar, o que causa dor)

- insuficiência renal

- litíase renal (cálculos ou "pedras" no rim)

 

O diagnóstico resulta dos dados da história clínica, do exame objectivo, particularmente, da palpação do globo vesical no exame abdominal, do toque rectal (que permite palpar uma próstata aumentada não dolorosa). Nas análises laboratoriais é essencial a avaliação da função renal (ureia e creatinina). Em 30 a 50% dos doentes o PSA (antigénio específico da próstata) está aumentado. Deve ainda ser realizada um urina tipo II. Entre os exames complementares podem solicitar-se: medição da urina residual, urofluxometria, ecografia, urografia de eliminação, citoscopia, ...

 

 

O tratamento desta condição apresenta-se em 3 linhas distintas: a observação expectante, a terapêutica farmacológica e a intervenção cirúrgica.

Em doentes com sintomas ligeiros a modernados e sem grande impacto na sua qualidade de vida, deve optar-se por uma atitude expectante, com monitorização clínica e com alterações do estilo de vida:

- evitar a ingestão de líquidos antes de deitar,

- reduzir o consumo de cafeína e de bebidas alcóolicas.

 

O tratamento farmacológico á actualmente a primeira escolha em doentes com HBP moderada a severa e revelou ser eficiente na melhoria sintomática a curto prazo e é essencialmente realizado com recurso em 1ª linha aos bloqueadores alfa1-adrenérgicos, que têm um rápido início de acção (ex: doxazosina, tansulosina) e depois aos inibidores da 5alfa-redutase (ex: finasteride). Ambas as terapêuticas reduzem o volume prostático em 20 a 30% em 30% a 50% dos doentes tratados. A terapia combinada com ambos os agentes é ainda mais eficiente e deve ser usada quando o volume da próstata excede os 40ml.

Os casos com indicação cirúrgica, nomeadamente "cirurgia aberta" (prostatectomia retropúbica ou transvesical), cirurgia endoscópica RTUP - ressecção transuretral da próstata - ou procedimentos minimamente invasivos, são as complicações provenientes da HBP:

- retenção urinária

- insuficiência renal obstrutiva

- hematúria (sangue na urina)

- infecção urinária recorrente

- litíase vesical (cálculos na bexiga)

- presença de divertículo

A cirurgia envolve como riscos mais frequentes a ejaculação retrógrada (o sémen não é expelido e vai para a bexiga, podendo sair na urina) e a hemorragia. Pode ainda ocorrer estenose da uretra e do colo da bexiga, incontinência urinária, disfunção eréctil e fístula urinária. É importante não esquecer que a cirurgia não remove toda a próstata, mas apenas a porção hiperplasiada, pelo que se mantém a possibilidade de desenvolver carcinoma da próstata.

 

 

Aconselho a visita do site da Associação Portuguesa de Doentes da Próstata: http://www.apdprostata.com/

E da Associação Portuguesa de Urologia: http://www.apurologia.pt/

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publicado por Dreamfinder às 10:41

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Sexta-feira, 27 de Abril de 2007

PORTUGAL E O CANCRO DA PRÓSTATA

Em Portugal estima-se serem 130 mil os doentes do cancro da próstata e com uma média de 1800 mortes por ano. A Braquiterapia é um tipo de terapia que existe há 5 anos, sendo um tratamento pouco invasivo em que os médicos inserem sementes radioactivas no doente para eliminar células cancerosas, agora beneficia de um aperfeiçoamento em que a nova técnica cirúrgica leva o tratamento a incidir só sobre o tumor e o torna mais eficaz, e permite que se poupe as células sãs do organismo. Esta técnica como pouco invasiva que é, torna-se menos dolorosa, com menos complicações secundárias e clínicas, e preserva melhor a vida sexual do doente, enquanto a cirurgia pode causar impotência.

Tem 3 diferenças em relação há Braquiterapia que se costuma fazer:

1º- as sementes radioactivas passam a estar interligadas entre si e não separadas, com um elemento que se biodegrada ao fim de seis meses e não ao fim de quatro semanas como era costume.

2º- uma maior flexibilidade na colocação, permitindo ao médico escolher melhor.

3º- as sementes são impedidas de se deslocarem para outros órgãos.

A migração de algumas sementes radioactivas (uma ou duas das 80 colocadas pelos médicos) pode ocorrer tendo como motivo a proximidade da corrente sanguínea, o que reduz a eficácia do tratamento, com esta técnica as sementes são colocadas de modo a ficarem exclusivamente em cima do tumor, de modo a destruir as células cancerosas unicamente, sem afectar as células sãs do organismo. Além desta técnica, existe a cirurgia, radioterapia e outros tratamentos também recentes com ultra-sons de alta intensidade (HIFU) e através do frio, a chamada criocirurgia.

Cerca de 10% dos doentes sobrevive uma década ou mais depois do diagnóstico, mas como é uma doença com poucos sintomas, outros 10% morre seis meses depois. Deste modo conclui-se como é importante o rastreio, aconselha-se os homens a partir dos 50 anos a fazer uma análise (PSA) para a detecção precoce do cancro da próstata.

 

publicado por Dreamfinder às 22:13

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